14 de set de 2008

Então, vou dizer...

Antes que me chamem de metida, eu estou muito longe de ser fluente em inglês! Uso um dicionário de inglês/português voltado ao tricô publicado pela Karen e o tradutor do Google que ajuda um bocado.

Não sou comodista, se quero uma coisa vou atrás! Depois de tricotar esse paninho de pia, traduzi 0 Cachecol de Corações e tricotei o padrão dele. Compreendi que as receitas em inglês não são um bicho de sete cabeças!



Mais de 90% das minhas receitas são nacionais, todavia quando entrei no Ravelry descobri uma grande quantidade de receitas incríveis! Novas técnicas, uma outra forma de ver e fazer o tricô!

Tudo é uma questão de troca de conhecimento, sem preconceito, pois logo após publicar meus trabalhos lá, uma senhora norte americana me perguntou se eu podia compartilhar a receita da Sapatilha Amarela, 100% nacional!

Aprendi os pontos básicos, tricô e meia com minha mãe; colocar o fio nas agulhas e o meu primeiro sapatinho para adulto com minha avó. Tinha mais ou menos 12 anos e como quase toda menina me cansei logo e abandonei o tricô.

Recomecei há 3 anos quando achei uma caixa com os tricôs da minha mãe que faleceu há cinco anos. Dentro dela encontrei um par de agulhas de metal inglesa, uma tiarete alemã, várias agulhas de plástico e novelos de lã da Pingouin, uma agulha de crochê bem grossa, uma agulha circular de metal que não sei a marca, fios de algodão Natural da Circulo e o casaquinho inacabado! As coisas importadas ela deve ter ganhado da sua tia que sempre viajava para a Europa.

Lembro dela reclamar das agulhas de plástico, por causa das pontas grosseiras, mas também dizia que as vezes as preferia já que seguravam mais os pontos que escorregavam nas de metais. Eu prefiro as agulhas retas de metal, mas não precisam ser importadas!

Existe um começo de revolta contra as agulhas circulares importadas, assim como as revistas, livros e sites em inglês.

Confesso que no começo ficava chateada quando me deparava com uma receita em inglês, mas se aquelas tricoteiras conseguiam realizar o trabalho porque eu não podia fazer o mesmo? Conhecimento significa quebrar barreiras, pesquisar, sair do seu mundinho de sempre!

Como disse, não fico sem minhas agulhas retas. Contudo, para realizar trabalhos de tricô em circulo e aqueles que necessitam de muitos pontos nas agulhas, como uma manta que quero fazer com 270 pontos, as circulares são ideais!

Não conheço as agulhas Denise e Addi, as minhas são de metal da Corrente. Preciso conhecê-las pra saber se são realmente boas e se vou gostar de usá-las, mas como são muito caras e sou quase avarenta, isso vai demorar.

Portanto, o gosto no uso das agulhas depende de quem tricota. Para mim pode ser ótima uma agulha e para outra não. Por isso, uma tricoteira deve escolher sempre aquela agulha que lhe dá mais prazer em tricotar.

Não é porque alguém diz que uma agulha é maravilhosa, a melhor do mundo que saio correndo pra comprar. Cuidado com o consumismo exagerado: ela tem, eu também quero ter para não ser inferior. Isso é uma grande bobagem!



Voltemos aos meus tricôs: Fiz o modelo ou padrão, como queiram, abaixo em jacquard. Aprendi essa técnica lendo a revista 1300 pontos da Mon Tricot, brasileirissíma. Ainda não está bom, mas vou me aprimorando com o tempo. Se precisar vou ter aulas com uma senhorinha que ensina no bazar aqui pertinho de casa.


Um Cachecol de Corações, lindíssimo, foi feito e traduzido pela Denise do blog Senhorita Mademoiselle.

7 Comentário, Perguntas e Respostas:

Paty disse...

Otimo post! Concordo que cada tricoteira tem que descobrir qual a melhor agulha... eu tenho as Denise, tenho as Addis... cada uma tem a sua finalidade... dizem que as agulhas da Aslan sao otimas - e baratinhas.... ainda nao usei....
Parabens pelo esforço em tricotar em ingles....!!!! se precisar de ajuda, pode me escrever...
beijos

Luciana disse...

Concordo plenamente!!!
Só tenho agulhas da Pinguim e me dou bem...
mas acho que vou experimentar outras marcas...
em ingles até vai mas achei umas receitas lindas em Noruegues que nem o Google conseguiu me ajudar...
Bjks e ótima semana!

Rita de Cássia disse...

Bom dia Cintia, td bem?
Mais uma vez, parabens pelo seu esforço e boa vontade.
Eu como não faço muito trico, mas já fiz um pouco, tambem concordo com vc e acho que isso tambem serve para o croche , que é o de minha preferência. Tambem tem umas agulhas ruins e outras muito boas. As receitas então.... claro que as chinesas e japonesas são magnificas, mas como não sei ler, muitas vezes consigo fazer toalhinhas pelo só gráfico, dá um pouco de trabalho, mas ficam lindas.
Acho que vc tem muito bom gosto, parabens.
Aguardo novidades.
Beijos
Rita

Audrey disse...

Oi amiga passei pra ver as novidades li seu post e concordo plenamente ficou um mimo seu padrão um linda e maravilhosa semana.
beijos,
Audrey

Karen Burns disse...

Oi Cintia, Você não faz idéia o quanto fiquei feliz por saber que o glossário ou mini dicionário lá do blog está lhe motivando e ajudando a entender receitas em inglês. Como costumo dizer: tricô também é cultura. E me acredite, fazem menos de 3 anos que comecei a 'tricotar em inglês'. Mesmo fazendo tricô desde criança usava muito as receitas alemãs e francesas. Meu primeiro glossário de tricô ingl~es-inglês foi me 'presenteado' pel meu marido que já estava se chateando por ter que tricotar comigo. mesmo sendo fluente em inglês, se vc. não faz tricô ou crochê tudo é uma total abstração.
Vá em frente com suas traduções, e se precisar de ajuda, deixe um oi lá no blog (que anda completamente abandonado). Terei o maior prazer em ajudar.
Quanto às agulhas, depois eu comento.
Bjs e fique em paz,
Grace Karen

Rebeca disse...

Oi Cintia,
gostei muito do que vc escreveu.. eu faço trico desde os 8 anos, mas só nos últimos 2 anos a internet "abriu meus horizontes" sobre novas técnicas,receitas, materiais e por aí vai...
Sei o básico em inglês, mas são os glossários como da Milady e Regina Rogers que me ajudam no trico(minha filha mais velha é professora de literatura inglesa na Inglaterra, mas os termos técnicos do trico é novidade pra ela...me ajuda com algumas dicas e só).Os glossários imprimidos ficam junto com minhas receitas.Tenho algumas revistas Montricot desde 1979 até o fim da publicação no Brasil(anos 90), a gente seguia sem medo as receitas e dava certo! Nas publicações atuais muitas vezes é uma loteria... as vezes o que está escrito nem corresponde a foto! Minhas relíquias são as edições especiais mon tricot :1oo1 pontos e conselhos e 250 motivos(verdadeiras bíblias do trico).
As agulhas de metal tbém são minhas favoritas, me acerto super bem com elas -tenho as retas nacionais- por isto me dei tão bem com as circulares Addi de metal, é um investimento que vale a pena, apesar de ter ganho as minhas de presente...heheheh!
Cada tricoteira se dá melhor com um tipo de agulhas ... não tem regra, é a química!!!!
beijos,

Anônimo disse...

Olá Cintia!
Pra começa depois que descobri teu blog sempre visito e adoro!
E sabe q vc tem razão, comprei um livro da Kim Hargreaves e estou escolhendo a receita pra eu começa a traduzir.....é bem o que vc disse se lea consegue eu também consigo!!!
E sobre as agulhas, só não posso dizer que gosto das de metal aquela "esfregadinha" de uma na outra me dá uma gastura....rs...rs...gosto mais das de bambu, aliás como vc disse que é "quase avarenta" boa essa....rs.... tem um site chinês de agulhas e acessórios ( dica da Rosi do fio da meada) www.8seasons.com com preços muito legais e sem taxa de importação!!

Beijões colega!!!
Aliás vc está no Ravelry né vou te procurar eu estou com Queltricot e ainda não sei usá-lo muito bem.....

Raquel arraez